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Tudo novo, de novo?

Porque será que tantas vezes na vida temos a impressão de ir e voltar nas mesmas situações, sensações, sentimentos mas, com enredos diferentes? Será possível que a vida passe, passe e passe e continuamos recebendo as mesmas respostas sempre? E no meio de tudo isso existe o tempo, que de dia parece rápido e à noite tem o tamanho de um infinito multiplicado por ele mesmo. Tempo de escolhas, tempo de doar, receber, tempo para exagerar, diminuir, observar. O tempo de calar.

O silêncio é uma poderosa ferramenta para se ouvir a voz do coração. Através dele conseguimos separar o que serve, o que não serve mais e aquilo que nunca serviu. Existem momentos que é importante restringirmos nossos impulsos, ações e desejos reativos para construir uma realidade sólida, cheia de verdades e limpa de qualquer influência negativa, sob qualquer que seja o risco. E cada vez que fazemos isso, com a consciência de despertar cada dia mais Luz à tudo que nos cerca, expandimos nosso recipiente para o amor incondicional.
Enquanto permanecemos distraídos com o barulho do dia a dia, da mente, das influências, das opiniões alheias, do que nunca no fundo nos interessou e que acabamos abraçando por pura carência, não conseguimos abrir espaço para as mais lindas causalidades da vida florecerem dentro de nossa realidade.

Não é a toa que enquanto continuamos a ter as mesmas posturas, seguimos colhendo os mesmos resultados, a conta é bem simples! Qual espaço o "novo" vai ocupar se insistimos em hospedar o "velho" dentro da gente? É hora de silenciar, mas principalmente hora de limpar. Limpar tudo o que já não serve mais e abrir espaço pro que está tentando entrar. É preciso muita coragem pra seguir. Muita.


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